Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté (SP)
Texto Referencial: “Então entrou também o outro discípulo que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. De fato, eles ainda não tinham compreendido a escritura, segundo a qual ele deveria ressuscitar dos mortos” (Jo 20,8-9).
1 – De nada, teria adiantado Jesus ter nascido, como profetizado, se morrendo não ressuscitasse, Mas, Ele venceu, pois cumpriu religiosamente com sua missão. Foi fiel até o fim, ressuscitando. Foi a maior vitória que já aconteceu: Fomos salvos do mal, do pecado, da morte. As portas do céu se abriram para sempre.
2 – Por isso, hoje não devemos mais procurar no passado, no cemitério, aquele que, com seu próprio poder, abriu sua sepultura e ressuscitou. Aleluia. Nisso, dão mais devemos imitar a Madalena, que o procurou na sepultura e não o encontrando, havia pensado que o tivessem roubado. Não. Havia ressuscitado, era vencedor e estava glorificado para sempre. Os próprios apóstolos Pedro e João, cometeram o mesmo erro procuraram-no na sepultura. Nós, hoje em dia, muitas vezes fazemos o mesmo: Voltamos ao passado em vez de ouvi-lo no presente, através da palavra, recebê-lo na Eucaristia e servi-lo nos irmãos e irmãs.
3 – É preciso aprender que a Páscoa, mesmo podendo lembrar o êxodo do Egito, hoje é bem mais: É vitória sobre a morte. É promessa de ressurreição. É vida nova. Significa paz. Perdão. Fraternidade e solidariedade. Cabe-nos ajudar tirar dos cemitérios existenciais os que ali vivem, morrendo. Sim, é preciso, urgentemente, achar o verdadeiro, o pleno sentido da Páscoa. Ela não tem apenas um sentido pessoal (para Cristo), mas também social ou melhor eclesial. Caso contrário, continuaremos a correr para os cemitérios e não seríamos profetas da vida e da felicidade.
4 – Feliz e abençoada Páscoa, para todos.
