Os bispos dedicaram a segunda sessão desta sexta-feira, 17 de abril, da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), à reflexão de três documentos de estudo da CNBB e à eleição do presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. Foi escolhido dom Rodolfo Weber, arcebispo de Passo Fundo (RS), que ficará o cargo até o final deste quadriênio (2023-2027).
Dom Rodolfo já ocupava interinamente a presidência da comissão desde a transferência do ex-presidente, dom Teodoro Tavares para a Diocese de Santiago de Cabo Verde, na África. Em sua primeira fala, o novo presidente agradeceu pelo trabalho desempenhado por tantos anos por dom Teodoro, que também é membro do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano.
Documentos da CNBB
O primeiro documento de estudo apreciado pelos bispos foi o de número 105: “A Igreja e as Comunidades Quilombolas”, apresentado por dom José Valdeci dos Santos Mendes, presidente da Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB e bispo de Brejo (MA).
Segundo dom Valdeci, o documento de estudo é fruto da necessidade de orientar as paróquias no relacionamento com as comunidades quilombolas e na defesa da dignidade humana. Nos próximos meses, o texto será encaminhado para a Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, para o Conselho Permanente e para os bispos.
A perspectiva é que até abril do ano que vem o texto final seja apresentado e aprovado na 63ª Assembleia Geral da CNBB. “Nosso objetivo é oferecer para a Igreja do Brasil um documento que responda com maior precisão aos desafios das comunidades quilombolas”, finalizou dom Valdeci.
Pastoral Afro-brasileira
O segundo documento apresentado, de número 85, trata sobre a Pastoral Afro-brasileira e procura orientar as comunidades na valorização da cultura afro-brasileira. O documento, que segundo dom Zanoni já recebeu posição favorável da Comissão para a Doutrina da Fé e do Conselho Permanente da CNBB, interpela a ser uma Igreja mais samaritana, sinodal e capaz de reconhecer “o rosto do povo negro no rosto do próprio Cristo”.
Dom Zanoni convidou os bispos a lerem e darem contribuições ao documento e, assim, “oferecer ao povo brasileiro uma palavra oficial da Igreja, clara, profética, comprometida com a vida, com a justiça e a dignidade de todos”, finalizou dom Zanoni.

Ensino religioso
O terceiro documento apreciado pelos bispos foi o de número 116: Ensino Religioso no Brasil, apresentado por dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS). Segundo o arcebispo, o documento foi amplamente divulgado e teve muitas contribuições de regionais da CNBB, instituições, vicariatos, profissionais e universidades católicas. A expectativa é que até a assembleia do ano que vem, o documento final seja aprovado e publicado.
Por Juliana Mastelini
