No terceiro domingo de maio (17), a Pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Vigília pelos Mortos de Aids em 18 regionais da CNBB, além de iniciativas realizadas nas dioceses, paróquias e comunidades em todo o país.
A Vigília pelos mortos de Aids é um movimento internacional que iniciou em maio 1983, em Nova Iorque, por mães, familiares e amigos de pessoas que morreram em decorrência da aids. Desde então, a vigília tornou-se um gesto mundial de memória, solidariedade e compromisso com a vida.
Em 2026, a campanha traz o tema “Da dor à esperança: vidas que nos chamam ao cuidado”, convidando a sociedade a transformar o sofrimento em solidariedade e compromisso com a dignidade humana.
A Vigília de 2026 quer conclamar toda a comunidade cristã e a sociedade para o compromisso com a superação do estigma e do preconceito. Inspirados pelo Evangelho de Lucas (10,33-34) “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” somos chamados a cuidar das vidas feridas e a construir uma sociedade mais humana, fraterna e acolhedora.
A coordenação da Pastoral reforça que neste dia, fazemos memória das pessoas que morreram em consequência da aids, manifestamos solidariedade às pessoas que vivem e convivem com o HIV e reforçamos a importância da prevenção e do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A Igreja, mobilizada pela Pastoral da Aids, pela Casa Fonte Colombo e por diversas entidades comprometidas com a causa, reafirma sua missão de promover a vida e a dignidade para todos.
Realidade no Brasil
Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 1980 até setembro de 2025, o Brasil registrou 1.165.533 casos de aids e 402.300 óbitos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 40 milhões de pessoas morreram em decorrência da aids no mundo desde o início da epidemia. Em 2024, foram notificados 36.955 novos casos da doença no país. Apesar da redução da mortalidade e dos avanços no tratamento, a epidemia segue exigindo vigilância, prevenção e cuidado permanente.
Ao longo das últimas décadas, importantes avanços científicos e terapêuticos mudaram a história da epidemia do HIV. Hoje, com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade de vida, projetar o futuro, constituir família e realizar seus sonhos.
Significado do cartaz
O cartaz da Vigília pelos Mortos de Aids comunica, de forma direta e simbólica, um convite à memória, à fé e ao compromisso com a vida. O fundo vermelho expressa a intensidade da dor pelas perdas, mas também a força da vida que resiste, colocando em evidência a realidade do HIV/Aids que não pode ser esquecida.
O título destaca o sentido da vigília como atitude de cuidado e permanência: lembrar é também assumir responsabilidade. Nesse horizonte, o cartaz se conecta com o International AIDS Candlelight Memorial, reforçando a dimensão comunitária e global desse gesto.
Entretanto, o estigma e o preconceito ainda permanecem entre as maiores formas de violência enfrentadas pelas pessoas que vivem e convivem com o HIV. Muitas continuam sofrendo discriminação nos espaços sociais, familiares, religiosos e de trabalho. A doença não pode ser compreendida como castigo, culpa ou consequência moral. O adoecimento faz parte da condição humana e exige acolhida, cuidado e compaixão.
Celebre a vigília pelos mortos da Aids
Celebre junto com a Pastoral da Aids a Vigília pelos mortos de Aids. Estão disponíveis cartaz, folheto e spots para rádio. Entre em contato através secretaria@pastoralaids.org.br , telefone 51 33466405.
