“Está em jogo a dignidade do homem e da mulher. Na história, sempre foi necessária a alternância entre trabalho e descanso”. A afirmação é do arcebispo da capital panamenha, dom José Domingo Ulloa Mendieta, que se posiciona contrariamente à intenção do Governo de eliminar o domingo como dia de descanso obrigatório para favorecer os empresários. “Hoje, isso é ainda mais urgente, pois a ciência e a tecnologia ampliaram extremamente o poder que o homem exerce por meio de seu trabalho”, concluiu o arcebispo.
Os principais sindicatos do país estão preparando uma estratégia para se opor ao projeto do Governo de realizar mudanças na legislação trabalhista. Eles afirmam que isso é necessário para ajudar as empresas, sujeitas à abertura dos mercados e à globalização.
Dom Ulloa Mendieta defende que ”a Igreja Católica não é um sujeito político, mas sim um sujeito social e sua missão exige que não perca sua independência nem autoridade moral para advogar a favor dos necessitados: nossa tarefa é formar consciências, defender a justiça, a verdade e educar na dignidade individual e política” , declarou.
“Como pastor, estou cada vez mais convencido de que este país merece que sua população goze de serviços de saúde, educação e alimentação de Primeiro Mundo; que ofereça empregos decentes para homens e mulheres, e isto é possível com políticas de Estado com uma visão de desenvolvimento humano sustentável”, acrescentou.
CNBB com Rádio Vaticano
