Inspirada pela Campanha da Fraternidade 2026, a iniciativa “Um real, um recomeço” surge como um gesto concreto de solidariedade para enfrentar a realidade da falta de moradia digna. A proposta busca mobilizar fiéis, comunidades de fé e instituições da arquidiocese de Belo Horizonte em torno da construção de 105 casas populares – número que faz referência aos 105 anos da arquidiocese.
A campanha propõe um gesto simples e acessível: a doação de R$ 1,00 por mês, durante 10 meses. A ideia é que, por meio da soma de pequenas contribuições, seja possível transformar a realidade de famílias que vivem em condições precárias, promovendo dignidade e esperança. As contribuições podem ser feitas por meio do Pix: 31 997549067; ou por meio da conta: Ag. 0097 130087971 (Santander).
De acordo com o padre Roberto Rubens, vigário espiscopal do setor social e coordenador do projeto, a iniciativa nasce como resposta concreta à realidade de vulnerabilidade habitacional na região metropolitana de Belo Horizonte, composta por 28 municípios.
“A campanha nasce como um gesto de solidariedade diante da realidade de tantas famílias que vivem em situação de precariedade habitacional, com o apoio do arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo”, afirma.
Sintonia com a CF 2026

A proposta está em sintonia com o chamado da Campanha da Fraternidade 2026, que convida à vivência do amor ao próximo e ao compromisso com a dignidade humana. Nesse sentido, a iniciativa pretende envolver paróquias, universidades, escolas católicas, congregações religiosas e diversos parceiros na construção de soluções concretas para o direito à moradia.
Além da arrecadação, o projeto também prevê acompanhamento das famílias beneficiadas, promovendo cuidado, fortalecimento dos vínculos comunitários e apoio contínuo.
“Mais do que viabilizar reformas ou construções, queremos caminhar junto às famílias, reconhecendo a moradia como um direito fundamental e um sinal concreto de dignidade”, reforça o padre.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2022 e projeções para 2025, apontam que os 28 municípios da arquidiocese somam mais de 5,1 milhões de habitantes, sendo cerca de 2,5 milhões de católicos – o que corresponde a 44,29% da população. Esse cenário revela o grande potencial de mobilização da campanha.
Caso haja ampla adesão, a iniciativa poderá alcançar valores expressivos. A estimativa aponta que, se todos os católicos participassem com a contribuição proposta, o valor arrecadado poderia ultrapassar R$ 25 milhões, evidenciando a força da mobilização coletiva como instrumento de transformação social.
Para o padre Roberto Rubens, o impacto da moradia digna vai muito além da estrutura física.
“Ela proporciona segurança, identidade, acesso a serviços públicos e contribui diretamente para o desenvolvimento educacional e psicológico das famílias. Esperamos que essa ação gere condições de vida digna e sirva também como exemplo de compaixão diante das desigualdades sociais”, destaca.
Ainda segundo o padre Roberto Rubens as famílias em situação de vulnerabilidade interessadas em participar podem procurar a Pastoral Metropolitana dos Sem Casa da Arquidiocese, o Projeto Presença Solidária da PROVIDENS – Centro de Apoio aos Sem Casa (CASA) ou os Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial (NAASP’s), onde recebem acompanhamento e orientação.
A campanha “Um real, um recomeço” reforça que pequenos gestos, quando vividos em comunidade, têm força para gerar grandes transformações.
Coleta Nacional da Solidariedade
Em 2026, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Moradia”, convidando a sociedade a refletir sobre o direito à moradia digna e as condições de vida das famílias, especialmente das mais vulneráveis.
A coleta deste ano acontecerá nos dias 28 e 29 de março, durante as celebrações do Domingo de Ramos. Os recursos arrecadados são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade e aos fundos diocesanos, que apoiam projetos sociais em diversas regiões do Brasil.
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Por Larissa Carvalho







