Festejamos neste final de semana de novembro Cristo Rei. As Sagradas Escrituras revelam Jesus como Primeiro e Último, Alfa e Ômega, Primogênito, Senhor, Cabeça,

Rei. Ele é o centro, a chave, o fim, o sentido da História. Ele é tudo em todos, “ontem, hoje e sempre” (Heb 13,7).

Por Ele, os apóstolos se consumiram, os mártires deram seu sangue, as virgens se consagraram, os magos deixaram suas crendices, os santos se imolaram, os missionários encantaram. Jesus é a maior fascinação da humanidade. Ele é o bem supremo. Dobrem-se os joelhos, proclamem as línguas, aclamem os anjos, adore toda a terra. Ele é o Rei do Universo. “Abri as portas do coração a Jesus” (João Paulo II).

A ciência humana encontra em Jesus a verdade e o coração humano descobre nele o amor. Jesus é o nosso verdadeiro eu. Quem o aceita e segue, torna-se nova criatura, conquista nova personalidade, nova vida, novo ser. É possível restaurar todas as coisas em Cristo Jesus. Eis a centralidade de Jesus. Ele faz a vida bela, livre e grande. Ele satisfaz todas as aspirações.

Ao proclamá-lo rei, decidimos abandonar toda espécie de idolatria e nos dispomos a assumir os pensamentos, os afetos, a vontade, os critérios de Jesus, nosso rei. Seu reino é de vida, justiça, verdade, alegria, amor e paz. Os pobres, os pecadores e os pequenos são os privilegiados, os príncipes do reino de Jesus. Eis o novo mundo, a nova ordem mundial, a globalização do amor, a nova sociedade. Eis o reino que destrona o mal, eleva os pequenos, reparte os bens, reconcilia as pessoas, satisfaz as necessidades, é o reino da liberdade e da paz.

As bases do trono do rei Jesus são o direito e a justiça. As bem-aventuranças resumem as leis desse reino cuja lógica é o amor. Em Jesus e no seu reino, a evolução tem seu mais alto grau. A Ele a honra, a glória, o louvor, a sabedoria, o poder, a riqueza, a força para sempre.

Deixemos Jesus cristificar todas as áreas de nosso ser, pensamentos, afetos, vontade. Nosso coração seja seu trono para que as famílias, as comunidades e a sociedade aceitem seu amor, sua amizade, sua companhia, seu reino. Eis que se fazem novas todas as coisas.

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

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