Reflexões sobre a vivência das Diretrizes da Ação Evangelizadora marca início do encontro com os 19 regionais

O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, conduziu a abertura do Encontro com Bispos Secretários e Secretários-Executivos dos 19 regionais da CNBB que acontece na sede da Conferência, em Brasília, de 13 a 16 de julho.

Secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. | Fotos: Fiama Tonhá – ASCOM CNBB.

Dom Ricardo fez a sua reflexão tendo em vista dois processos a serem implementados nos regionais: a construção do relatório de gestão dos últimos quatro anos e a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadoras da Igreja (DGAE) no Brasil 2026-2032.

“O convite é olharmos para trás, buscando compreender a herança recebida; explicitar o que fizemos de novo e o que deixaremos de legado, indicado em que processos avançamos, o que conseguimos resolver e o que precisa ser melhorado”, disse.

Afirmando que as Diretrizes foram a forma escolhida no Brasil para acolher as indicações do Sínodo sobre a Sinodalidade, o secretário-geral da CNBB motivou que será necessário que a Igreja percorra o caminho das três conversões propostas: espiritual, de relações e de processos.

Alargar a tenda na Igreja no Brasil

Em participação remota, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, saudou os participantes do encontro enfatizando o quão a CNBB é um instituição respeitada na América Latina e em outros lugares por onde tem passado também como presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho, o Celam.

“Andando pela América Latina, quando falo da CNBB os olhos enchem de brilhos. Agora à tarde, em conversa com o Celam e com representantes da conferência da Alemanha, foi bastante elogiado o trabalho que a CNBB fez em torno da COP30 como um exemplo e modelo para outras iniciativas da Igreja no campo ambiental”, disse.

Sobre as Diretrizes, o presidente da CNBB ressaltou que foram construídas num mutirão que envolveu as mãos de muita gente da Igreja no Brasil. “A partir das diretrizes, é necessário responder o que o Espírito de Deus está pedindo dos regionais? O que o Espírito de Deus está pedindo da ação pastoral da Igreja no Brasil”, questionou.

Dom Jaime, retomando o objetivo expresso nas Diretrizes, afirmou que a Igreja no Brasil tem um objetivo: “a plenitude do Reino de Deus”. “Faço votos de que esse encontro ajude a Igreja no Brasil a avançar neste caminho e busque apontar iniciativas para cada uma de suas etapas: conhecimento, implementação e avaliação”, disse.

O cardeal expressou, no final de sua fala, o desejo de que a tenda da Igreja possa se alargar mais. “Não há respostas prontas, existe indicação de um caminho a percorrer a partir das diretrizes. Cada regional vai ajudar um a construir estas respostas”, disse.

 

  Por Willian Bonfim

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