Na manhã deste sexto dia de 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), 20 de abril, o bispo de Petrópolis (RJ) e um dos delegados da CNBB no Sínodo, dom Joel Portella Amado discorreu ao episcopado brasileiro a respeito do Sínodo sobre a Sinodalidade e seu processo de implementação no Brasil.
“O encontro sinodal terminou em 2024 e o grande desafio para nós é colocar em prática aquele conjunto de sugestões e, ainda que aos poucos, incrementar a sinodalidade”, diz dom Joel.
Dom Joel apresentou como será a articulação nas dioceses e regionais e em âmbito nacional e continental até 2028, quando será realizada a assembleia universal em Roma. O ano de 2026 e o primeiro semestre de 2027 serão destinados à etapa diocesana. O segundo semestre de 2027, à etapa dos regionais, e, no final do ano de 2027, acontecerá a etapa nacional.

Caminho sinodal ascendente
É um caminho ascendente, continuou dom Joel, durante o qual a Comissão do Sínodo vai ajudar as dioceses nas indicações recebidas. “A função da comissão é ser ponte entre as dioceses; o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho) porque tem metade da continental; e a Secretaria Nacional do Sínodo.”
Para isso, os membros da comissão estarão disponíveis para as dioceses, com encontros presenciais ou virtuais, “conversando, dialogando, entrando em contato para poder estar juntos e esclarecer dúvidas e, acima de tudo, partilhar experiências”.
Dom Joel destacou aos bispos a importância de que a assembleia diocesana, realizada ao fim da etapa diocesana, seja eclesial, como tem insistido a secretaria do Sínodo, ou seja, envolva as diversas forças diocesanas, não só padres, ou só leigos, por exemplo, mas todos: bispos, padres, religiosos e leigos.
A pedido da Secretaria do Sínodo, dom Joel orientou também que todas as dioceses, mesmo aquelas que já realizaram assembleias, realizem novas assembleias sinodais no período indicado: até 20 de junho de 2027. “A sinodalidade é uma prática que vai se aprendendo. Prática que se aprende praticando”, concluiu dom Joel.
Por Juliana Mastelini - Comunicação 62ª AG CNBB.
